Gestão Financeira – Preço de Venda (PV)

Gestão Financeira – Preço de Venda (PV)

Gestão Financeira

O Preço de Venda (PV)preço de venda

Nesse artigo escrevo em linguagem clara, sem fazer nenhum cálculo para não assustar, procurando dar a quem interessa pelo assunto entendimento e questionamentos daí crio uma publicação com todos cálculos, porém, de forma bem simples e acessível.

Comprar – o que leva as pessoas a comprar algo? Três são as principais razões que levam alguém comprar algo, produtos ou serviços:

  1. A) necessidade

  2. B) desejo

  3. C) impulso

Necessidade, compramos para suprir uma necessidade essencial: essa necessidade pode ser fome, sede, frio, calor, conforto, bem estar, saúde, etc.

Desejo: sentimento de possuir algo que traz status, autoridade, poder, fama, o objeto desejado dá a quem possui tudo isso e muito mais.

Impulso: é a compra feito por algo que chamou a atenção, é bonito, pareceu útil, dá a quem compra um sensação de bem estar, mesmo que isso seja passageiro. Os auto atendimentos, supermercados, conveniências usam e abusam dessa estratégia.

E o que tem a ver tudo isso com o Preço de Vendas (PV)? Eu diria que tudo. O preço, será sempre relativo, pode ser caro ou barato, é caro para um é barato para outro, porque quando tomamos conhecimento, avaliamos mentalmente: a necessidade e nosso poder de compra, ou seja, eu tenho dinheiro para comprar? Não importa a resposta, o Preço verso Valor, o que avaliamos na verdade é se de fato vale, aquilo que pretendemos comprar. Ai é que entra o valor, do tipo “vale cada centavos pago”, conhecemos bem essa frase.  O preço é relativo porque depende do poder compra de quem está comprando.

Em qualquer atividade empresarial, sua auto sustentabilidade é garantida por vendas que a empresa faz atendendo a necessidades de alguém. O que torna um negócio atraente aos olhos de seu público, não é o preço, mais um conjunto de fatores que fazem com que alguns poucos tornem-se verdadeiro sucesso de vendas. É o que chamamos de um “negócio bem sucedido”. Porém o Preço de Venda, tem que ser pensado e calculado levando em conta alguns critérios e principalmente o bom senso. Com o avanço das tecnologias a concorrência não é muito óbvia como era até bem pouco tempo, é preciso estar atento aos detalhes, a pequenos diferenciais. É sobre isso que escrevo nesse artigo.

Para calcular o preço de venda, primeiro precisamos conhecer os custos e como calculá-los. Para melhor entendermos, os custos são:

DIRETOS/VARIÁVEIS & INDIRETOS/FIXOS.

Diretos – quando incidem diretamente sobre o produto, serviço ou mercadorias para revenda. Ex. de uma loja, compra produtos para revender, o custo direto é a própria mercadoria, acrescida de frete e outros custo incidente até a entrada no estabelecimento: numa fábrica os custos diretos, são tudo que entre na fabricação do produto em si, as matérias primas, materiais secundários, embalagens e mão de obra, na prestação de um serviço, tudo que é usado para execução do mesmo incluindo a mão de obra.

Variáveis – São variáveis porque varia de acordo com o volume, ou seja, quanto maior a quantidade comprada, produzida ou serviço prestado, maior o valor gasto.

INDIRETOS/FIXOS –

São indiretos porque ao contrário dos diretos, não entram na composição do produto, serviço ou mercadorias. Ex. aluguel do ponto, honorário do contador, água, energia, comunicações, honorários do dono, mais despesas de comercialização, taxas e impostos.

Fixos – são fixos porque não se alteram ou tem pouca alteração em relação ao custo total de toda a operação do negócio propriamente dito. Ex. tanto faz vender mil ou dez mil, os custos fixos não se alteram.

Em grau de importância, os Custos Fixos, devem merecer de todo empresário maior atenção, pelo fato de que são custos que independente de vender, estão ocorrendo. Os cálculos de tudo isso é objeto de um trabalho em forma de e-book que breve estará pronto.

Os elementos que formam o PREÇO DE VENDA

Custos + despesas de comercialização + margem de lucro

Critérios para definir o Preço de Venda: os principais critérios a ser levado em conta são: em Primeiro lugar os custos:

Segundo lugar: a concorrência: é importante saber como age a concorrência, não significa   entrar numa guerra de preços, como em toda guerra os dois lados perdem, é preciso ter um diferencial em relação a concorrência, agregar um valor que o cliente perceba, uma garantia extra, entrega em domicilio, agregar serviços ao produto em si. Nesse ponto está a diferença entre PREÇO E VALOR.

Terceiro lugar: o poder de compra do seu público. Daí a importância de ter essa informação, em outras palavras, o produto certo para público alvo escolhido, não adiante querer vender produtos de luxo para um público de renda média ou baixa.

Isso é uma prática diária, depois de sempre praticar preços levando em conta os critérios acima, tornam-se quase automático faze-lo, porém vale sempre o bom senso ou o senso de oportunidade, quer dizer não é proibido ou aético cobrar muito por um produto que só você tem, porém é preciso cuidado para não queimar sua marca e ganhar fama de careiro, essa é a razão de calcular preço conhecendo o público para quem vai vender. Anunciar um valor que o produto não tem é fatal, logo as pessoas percebem e babau negócio. Lembrar sempre, é vendendo que gera-se receita para operar o negócio com lucro.

Conhecendo sobre a formação do PREÇO DE VENDA, fica mais claro o entendimento o negócio ou mesmo um produto vende o suficiente para cobrir todos os custos, nesse ponto empata, nem lucro nem prejuízo. É muito prático e bastante usado o método da MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO, que é o valor que sobra, tirando-se o custo do mesmo e se esse valor é suficiente para cobrir os custos fixos. Com esses conhecimentos dá para adotar estratégias para atingir as metas proposta que é ter um negócio lucrativo, “O SEU NEGÓCIO É LUCRATIVO?

Espero que gostem, se puder comenta & compartilha

Antonio Almir Viana – Administrador, especialista em gestão de negócio, empreendedor

Envie seu comentário